Adotou, ou vai adotar, um Gato? Veja esta checklist!
Adotou um novo gato? Parabéns! Está a iniciar uma nova relação cheia de desafios e alegrias. Uma vez que adotar um novo gato traz uma série de mudanças quer para o gato, quer para o tutor, a PetDoctors compilou uma checklist para tornar o processo tão fácil quanto possível.

Perguntas para todos os novos donos:
- Tem outros patudos? Como irão reagir a um gato novo?
- A sua habitação atual é adequada para o gato que pretende adotar?
- De que forma irá a sua vida social ou as suas obrigações de trabalho interferir com a sua capacidade para tratar de um gato?
- Já sabe o que irá fazer com o seu gato durante as férias ou se tiver que viajar em trabalho?
- Caso não more sozinha(o), o que pensam as pessoas com quem habita, a respeito de ter um gato em casa?
- É intolerante a pêlos, tem alergias? E os outros habitantes da sua casa?
- Tem algum problema de saúde que possa ser afetado de forma adversa, por um gato? E os outros residentes em sua casa?
- Que raça de gato se adapta melhor ao seu estilo de vida? (pode encontrar informação sobre raças específicas aqui: cat breed directory.)
- Existe algum tipo de tensão latente em sua casa? Os gatos apercebem-se com facilidade da existência de stress em casa e isso pode exacerbar os seus problemas de saúde e comportamentais.
- Caso não viva sozinha(o) já decidiu quem vai ser a(o) responsável efetivo pelo bem estar do gato?

Outras considerações:
- Se está a pensar adotar um gato bébé ou ainda muito novo, tem tempo e paciência para brincar e treinar o seu gato até ele atingir a adolescência, com todo o gasto de energia que isso significa?
- Tendo em atenção o seu estilo de vida, já equacionou se é melhor para si um gatinho ou gato já adulto?
- Sente-se com capacidade para lidar com um gato com problemas temperamentais/comportamentais ou procura apenas um gato com que seja fácil lidar?
- Vai precisar de um gato que seja de confiança com crianças e com o qual possa viajar?
- Quer um gato que o siga pela casa ou prefere um gato mais independente?

Custos de ter um gato:
- No caso de o gato não ser oferecido, não esqueça que o valor que pagar por ele é apenas uma ínfima fração do dinheiro que terá que gastar ao longo da sua vida.
- Poderá ter que pagar para o seu gato ser esterilizado ou castrado, antes de o levar para casa.
- Seguem-se algumas despesas que irá forçosamente ter que realizar, independentemente de ser um gato ou outro animal, que pretende adotar:
- Alimentaçao
- Tratamento médico-veterinário de rotina
- Licenças
- Coleira e identificador para coleira
- Caixa de higiene e respectivos consumíveis
- Equipamento básico de manutenção (escovas e brinquedos).
- Outras despesas que não são obrigatórias mas podem ser necessárias ou recomendadas
- Identificador permanente, tal como um microchip
- Equipamento adicional de manutenção (dependente das necessidades do seu gato)
- Uma coleira extra
- Uma cama e vários brinquedos
- Uma caixa própria para transporte
- Despesas inesperadas:
- Acidentes e doenças podem necessitar em procedimentos médico-veterinários de urgência, que poderão ser caros. Em caso de desaparecimento, poderá ter que equacionar o custo do pagamento de uma recompensa para quem o encontrar, assim como o custo de fazer folhetos para distribuir.
- Um gato com problemas físicos ou comportamentais específicos pode requerer suporte profissional especializado para ultrapassar o(s) obstáculo(s) representado(s) por esses(s) problema(s).
- Se pretender saber mais sobre as despesas típicas incorridas por quem tem animais pode visitar a seguinte página Annual Cat Care Costs.

Considerações temporais:
- Os gatos necessitam de se alimentar uma ou duas vezes por dia, ou mais no caso de gatinhos, e necessitam de ter água fresca em permanência.
- Um tutor responsável deve ocupar pelo menos uma hora diária a dar atenção total ao seu gato. Isto pode incluir treino, exercício, escovarem, brincadeira ou apenas “tempo de colinho” no sofá.
- Um gato com excesso de energia necessita de se exercitar mais assim como de brinquedos, preferencialmente interativos, para os manter ocupados.
- Gatos com pelagens longas necessitam de aproximadamente 20 minutos diários de escovagem para impedir que o pêlo se emaranhe.
- Gatos que padeçam de determinadas doenças necessitam atenção adicional, que pode incluir injeções a horas certas no caso de animais diabéticos.
- Não se esqueça que no caso de gatos adotados, estes podem necessitar de mais tempo de atenção, inicialmente, para estabelecerem os laços de confiança e camaradagem necessários.

Checklist de compras:
No caso de adoção, talvez seja boa ideia selecionar o seu futuro companheiro, antes de começar a fazer compras.
Por exemplo, alguns itens, tal como os receptáculos de comida e água ou as coleiras, irão depender do tamanho do gato que fôr adotar.
Neste caso também é importante saber que tipo de alimentação consumia o seu gato, no abrigo ou casa de acolhimento em que se encontra, de forma a poder dar-lhe o mesmo de início, por forma a facilitar a transição.
Depois de o gato estar familiarizado com o novo ambiente deverá falar com o seu veterinário a fim de que este lhe aconselhe a melhor alimentação.
Depois de selecionar o seu novo gato, segue-se uma lista de coisas que poderá necessitar:
Items para Gatos:
- Pratos para comida e água
- Comida (em lata ou saco, húmida, ou seca)
- Caixa para a higiene e pá para limpeza
- Areia própria para a caixa de higiene
- Coleira
- Identificador para prender à coleira, com o seu telefone e nome do gato
- Transportadora de tamanho adequado ao gato
- Tesoura para as unhas
- Feline toothbrush and toothpaste
- Escova ou pente (depende do tipo de pelagem e respectivo comprimento)
- Toalhas de papel super-absorventes
- Esponja e escova de limpeza
- Produto de limpeza não-tóxico
- Neutralizador de odor à base de enzimas
- Vários brinquedos
- Estojo de primeiros socorros

Sabe o que fazer se o seu cão se engasgar ou sufocar?
Sabe o que deve fazer caso o seu cão se engasgue e comece a sufocar? A minha capacidade de reação foi testada há algumas semanas quando o meu Chihuahua, Diego, ficou de tal forma excitado com um pedaço de comida que tentou engolir tudo de uma vez só. O meu coração parou quando o vi inclinar-se para frente com a boca aberta, a tentar tossir para expulsar a comida. Mas não conseguia tossir. Não conseguia fazer nada. Começou a passar com as patas junto à boca, em desespero, e eu senti que o medo tomava conta dele e estava a entrar em pânico. Felizmente eu sabia o que fazer e consegui retirar-lhe a comida da boca enquanto se encontrava ainda consciente.
Os cães podem sufocar com grandes pedaços de comida, ossos, bolas, brinquedos e uma grande quantidade de outras coisas que normalmente temos em casa. Uma vez que uma situação de emergência pode ocorrer em qualquer altura, é importante saber o que fazer (mas espero que tal nunca seja necessário).
Sinais de perigo indicadores de que o seu cão está a sufocar
Se houver um objeto estranho a bloquear as vias aéreas do seu cão, os sinais indicadores são os seguintes (muito semelhantes aos de um ser humano):
- Abrir muito a boca e inclinar o corpo para a frente, numa tentativa de fazer sair o objeto que causa a obstrução
- Impossibilidade de respirar
- Patas a passarem freneticamente ao lado da boca
- Pânico
O que fazer se o seu cão estiver a sufocar
- Mantenha o cão o mais calmo possível, tentando também que o seu próprio comportamento seja o mais calmo que conseguir. Se começar a ficar nervoso o seu cão irá sentir o que só tornará a situação pior.
- Utilizando ambas as mãos, abra a boca do cão e tente encontrar o(s) objeto(s) estranho(s). Se conseguir ver claramente algo preso na garganta do cão, com cuidado tente puxar a língua para a frente e remova o objeto com o seu dedo, fazendo um movimento semi-rotativo de limpeza no sentido do exterior da boca. Tenha particular cuidado para não empurrar ainda mais o objeto para o interior da garganta do cão.
- Se o objeto não sair, inicie uma manobra de Heimlich canina.
- Se o seu cão fôr suficientemente pequeno para lhe pegar, faça-o colocando as costas dele de encontro ao seu peito. Fechando uma das mãos em punho, coloque ambas as mãos à volta da área abdominal do seu cão, – imediatamente abaixo da caixa torácica – e faça força com violência suficiente para expulsar o objeto (faça-o 5 vezes). Veja o vídeo que se segue para uma demonstração rápida sobre o que fazer e aonde colocar as suas mãos.
- Se o seu cão fôr demasiado grande para lhe pegar, então coloque-se atrás dele e siga os mesmos passos referidos anteriormente.
- Abra de novo a boca do seu cão e procure o objeto estanho. Se vir o objeto estranho coloque os dedos na boca do cão e tente retirá-lo. Atenção, para não empurrar ainda mais o objeto para o interior da garganta do seu cão.
- Se o objeto continuar sem sair, coloque o cão no chão e pegue-lhe pelas patas traseiras, suspendendo-o no ar com a cabeça para baixo. Sacuda-o de forma não violenta, para cima e para baixo. Caso o cão seja demasiado grande para o suspender desta forma, limite-se a levantar-lhe as patas traseiras, como se fosse um carrinho de mão.
- Volte a colocar o cão no chão e verifique novamente a boca dele tentando encontrar o objeto estranho que o fez sufocar.
- Se o objeto não tiver saído entre imediatamente em contacto com o seu médico-veterinário.
- Se o seu cão entretanto ficar inconsciente e tiver sido capaz de retirar o objeto (com os dedos ou utilizando pinças), talvez necessite de efetuar manobras de reanimação cardio-respiratória de imediato. Pode ver aqui o que fazer.
Visite o seu médico-veterinário
Mesmo que tenha conseguido retirar o objeto, é sempre uma boa ideia procurar o seu veterinário após o incidente. O seu médico-veterinário verificará se não existem lesões na garganta do seu cão e se são necessários qualquer outro tipo de cuidados médicos para que ele fique bem.
Com os nossos agradecimentos ao blog Proud Dog Mom
Correr com o seu cão: o que fazer e o que evitar
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Até os corredores mais dedicados são por vezes suscetíveis a arranjar desculpas quando chega o momento de se levantarem do sofá e irem para a rua correr. Por vezes é o tempo que não ajuda, mas a maior parte das vezes é o nosso cérebro a desistir e o nosso corpo a querer ficar na preguiça. Mas torna-se muito mais difícil dizer não, quando temos um companheiro que quer tanto sair e ir correr, independentemente do tempo, como nós o desejamos fazer, nos nossos melhores dias e com o mais magnífico tempo.
E ajuda muito mais quando esse companheiro é o seu adorado patudo. Existem fortes hipóteses de que o seu coração derreta graças ao olhar do seu patudo, o qual os cachorrinhos aprenderam a fazer e desenvolveram ao longo de gerações. E quando juntamos a isso uma cauda a abanar de alegria, até o mais teimoso e preguiçoso entre nós irá levantar-se do sofá. Mas ao fazê-lo, preparando-se para ir correr, existem algumas precauções a tomar. Correr com o seu patudo não é tão simples como parece; existem alguns aspetos a considerar antes de o fazer, por forma a que o prazer da corrida beneficie quer o tutor, quer o patudo.
Visite o Veterinário
Alguns cães, podendo ser grandes entusiastas da corrida, podem possuir limitações físicas ou de saúde que os inibam de fazer exercício. Por esse motivo deve visitar o seu médico-veterinário de forma regular consultando-o sobre a forma e tipo de exercício mais adequado para o seu patudo. Se para alguns uma caminhada diária de trinta minutos é suficiente, para outros com excesso de energia talvez o exercício possa e deva ser maior. Para além disso, nem todos os cães estão “equipados” para aguentar uma corrida longa. Certamente não pretende que o seu patudo tenha problemas musculares ou outros, de forma que é sempre melhor informar-se antes de começar. Finalmente, não se esqueça de ter em consideração a raça e idade do seu cão, de forma a garantir que se encontra em condições para correr acompanhando-a, especialmente se até esse momento ele tiver levado uma vida sedentária.
Equipe-se
Arranje um cinto almofadado e durável que lhe permita prender uma trela que permita ao seu cão correr à sua frente ou ao seu lado, mantendo as suas mãos livres. O Cardio Canine waist-belt possui suporte para uma garrafa de água e uma pequena bolsa. Outra hipótese é um produto chamado EzyDog Road Runner Hands Free, que possui uma fivela lateral que lhe permite alterar o comprimento da trela ou soltá-la para ser usada à volta da sua cintura, ombros ou mão.
Crie as suas regras
Se correr fôr uma coisa séria para si, o seu patudo não sabe. Por isso deve estabelecer algumas regras básicas, de imediato, de forma a manter o entusiasmo do seu patudo controlado. Para sua segurança, do seu patudo, e de todos quantos vos rodeiam na corrida, mantenha o seu cão seguro pela trela e assegure-se que ele está ensinado a obedecer a ordens como “Fica”, “Vamos”, “Anda” ou “Larga”, por forma a não se distrair durante o treino.
Gestão dos resíduos
Ninguém quer continuar a correr com um saco de plástico com dejetos na mão. Altera certamente a concentração e de certeza que o vai levar a pensar em como se livrar dele em vez de se concentrar na corrida. Por esse motivo, deve planear as suas corridas de forma a passar próximo de caixotes do lixo em que possa colocar este tipo de resíduos. Caso no seu trajeto não haja caixotes do lixo, recomendamos o dispensador de sacos da Arm & Hammer os quais podem ser presos à sua trela ou ao seu cinto. Os sacos desta marca evitam o cheiro e um pacote custa cerca de €6 na Amazon.
Hidratação Suficiente para ambos
Correr com o seu patudo vai levá-lo a despender maior esforço, uma vez que terá que gerir a trela e o cão enquanto tenta que o seu ritmo se mantenha. Por esse motivo é importante ter em atenção a necessidade de hidratação do seu patudo e a sua durante o período do treino. De preferência, ao iniciar a corrida, certifique-se que o seu patudo está hidratado e bebeu água de forma a não ir correr com sede. Se necessário, faça pausas, pelo menos enquanto está a iniciar o treino do seu patudo para o acompanhar nas corridas e tenha atenção ao tempo, especialmente sinais de sobreaquecimento em dias muito quentes.
…e divirta-se!
Diga-nos se faz exercício regular com o seu patudo e quais os problemas que eventualmente encontre enquanto corre com ele.
Gostaríamos de ouvir falar na sua experiência através da nossa página do Facebook.
A PetDoctors aguarda por si e pelos seus patudos. Estamos em Lisboa, na zona do Alto dos Moínhos (Benfica), frente ao Hospital dos Lusíadas e podemos ser contactados através dos números: 21 581 3418 ou 91 273 8413
Treino: 12 Ideias Para Evitar o Comportamento Destrutivo
Os cães adoram morder e mastigar…. tudo e mais alguma coisa!
Quando adota um novo cachorrinho e o leva para casa, vai aperceber-se que inicialmente ele vai andar a mordiscar tudo o que está à vista. Existem algumas razões para que isso aconteça:
- Os cachorrinhos usam a boca para explorar e aprender tudo sobre o novo mundo de que agora fazem parte.
- Crescimento dos dentes! Não interessa se se trata de um babe ou de um cachorrinho, o facto é que mordiscar durante a fase de aparecimento dos dentes, alivia.
- Alguns cães mordem para diminuir a ansiedade. A minha Olívia, por exemplo, enquanto era pequenina roía o meu tapete de sala sempre que eu saía de casa, de forma a aliviar a ansiedade da separação que sentia!
- Aborrecimento
O objetivo não é fazer com que o seu patudo deixe completamente de morder e roer – pois afinal de contas, mordiscar é um comportamento canino natural que tem benefícios associados. Ajuda a manter os músculos do maxilar fortes, os dentes limpos, combate o aborrecimento e alivia a ansiedade. Eles apenas necessitam ser ensinados sobre o que é apropriado morder. Leia o que deve fazer e evitar de forma a acabar com o comportamento de morder destrutivo!
Acabe com o Morder Destrutivo: O Que Fazer
1. Torne a sua casa à prova de cachorrinhos
Quer tenha um cachorrinho com dentes em crescimento, ou um cão adulto que continua a morder e destruir tudo o que lhe aparece à frente, a primeira coisa a fazer, é tornar a sua casa à prova deste tipo de comportamento. Por outras palavras, tente remover tudo quanto possa constituir uma tentação para o cachorrinho, até que ele perceba o que pode e o que não deve morder e roer.
Uma das formas de o fazer é não deixar objetos espalhados pela casa – guarde os seus sapatos, apanhe e guarde os brinquedos das crianças, esconda os fios elétricos e mantenha-os fora do alcance. Seja especialmente cuidadoso para não deixar alimentação humana ao alcance dos cachorros pois existem alguns tipos de alimentação que lhe podem ser prejudiciais ou mesmo mortais. Para além disso, tenha extremo cuidado com medicamentos, plantas e produtos de limpeza.
Caso o seu patudo ingira algo potencialmente venenoso, não perca tempo e contacte de imediato o seu médico-veterinário enquanto o transporta para o hospital ou clínica mais próxima!
2. Ofereça brinquedos para morder ou ossos apropriados para roer
Garanta que o seu patudo tem à disposição vários brinquedos e ossos apropriados para ele morder e roer. Caso ele tenha uma boa seleção de coisas para roer e morder, será menos provável que vá roer a perna da mesa da sala de jantar ou os seus sapatos novos.
3. Foque-se na Estimulação Mental
Trabalhe a mente do seu patudo com brinquedos interativos e puzzles. Os puzzles funcionam da seguinte forma: coloca bocadinhos de comida dentro de brinquedos (puzzles) desenvolvidos para esse efeito e o seu patudo passará um bom bocado a tentar descobrir como retirar aqueles apetitosos pedacinhos de comida de dentro deles. Existem múltiplos níveis de dificuldade e é sempre útil ter dois ou três diferentes, para manter o seu patudo entretido durante bastante tempo.

4. Canse o seu Patudo
Se o seu patudo tiver falta de exercício ou estimulação, poderá começar a mastigar objetos em sua casa, apenas para se entreter. Faça exercício diariamente com o seu patudo, quer seja através de caminhas, corridas, jogos de apanhar e buscar ou outros. Se ele estiver mentalmente estimulado e físicamente cansado, será menos provável andar à procura de coisas para se entreter sozinho.
5. Utilize Produtos Seguros Específicos
Existem sprays desenvolvidos especificamente para tornar o sabor detestável para o seu patudo. Este tipo de sprays são extremamente eficazes para a maioria dos cães. No entanto, existem alguns que parece nem notarem o péssimo sabor e mastigam e roem os objetos como se fossem a coisa mais saborosa do mundo. Há que fazer experiências e descobrir o que funciona melhor com o seu patudo. Durante a fase de treino, talvez não seja má ideia testar este tipo de produtos.
6. Redirecione a Atenção do Patudo
Se surpreender o seu patudo a roer, bata palmas ou faça um ruído que o surpreenda, de forma a que pare com o comportamento e redirecione a atenção para si. Seguidamente, substitua o objeto que ele estava a roer por um brinquedo que ele esteja autorizado a morder e roer.
7. Obtenha Ajuda Profissional Caso Necessário
Caso o problema persista e não conseguir arranjar forma de resolvê-lo, marque uma consulta com um treinador ou especialista em comportamento. Não se envergonhe de procurar ajuda profissional! Deixar-se levar até ao ponto de ficar irritada ou frustrada não será bom para o seu patudo.
8. Fale com o seu Médico-Veterinário, se fôr necessário
Bem, tentou tudo quanto sugerimos aqui e mesmo a ajuda profissional mencionada anteriormente, parece não ajudar? Telefone ao seu médico-veterinário. Sabia que existem algumas deficiências nutricionais ou problemas médicos que podem causar ou exacerbar o comportamento destrutivo de roer e morder do seu patudo?
O Que Não Deve Fazer
9. Não Grite Com Ele
Caso não surpreenda o seu patudo a roer ou apenas se depare com o resultado do seu “trabalho”, não ralhe com ele. O seu patudo não saberá porque grita com ele, uma vez que não conseguirá estabelecer um nexo de causalidade.
10. Nunca Prenda a Sua Boca!
Não o açaime ou utilize qualquer outro método para restringir a boca do seu patudo, por forma a evitar que ele roa. Fazer isso não trará qualquer resultado positivo. Por outro lado aumentará o stress do seu patudo e diminuirá a confiança dele em si.
11. Não o Confunda
Esta parece óbvia, mas não dê ao seu patudo um sapato ou ténis velho para ele roer, pois ele nunca será capaz de distinguir entre um sapato velho e um sapato novo.

12. Não utilize a Casota ou Almofada como Punição
Não obrigue o seu patudo a permanecer horas a fio de castigo, na casota ou na almofada dele, apenas porque está frustrada e não sabe que mais fazer. Isso apenas irá aumentar o seu nível de stress, causando-lhe frustração e podendo acabar em depressão. Se não aguentar mais, siga o nosso conselho: procure ajuda profissional.
Os Acidentes Acontecem: Como Limpar a Urina do Seu Patudo
Os acidentes acontecem. Se tiver um patudo, chegará o dia em que terá que limpar um pouco de urina do chão de sua casa. Quer esteja a treinar um novo cachorrinho ou a tratar de um patudo idoso, os acidentes são um facto da vida, quando se tem um cão. O verdadeiro problema ocorre quando os tutores não limpam corretamente o local.
Quando um cão urina numa carpete, a urina empapa a carpete e passa para a parte de baixo. Por esse motivo a dimensão da mancha que consegue ver na carpete é bastante maior na sua parte inferior, que não está à vista. Se a urina não fôr devidamente limpa, o seu patudo irá cheirá-la e os “acidentes” continuarão a ocorrer exatamente no mesmo local. Para além disso, o cheiro a urina irá começar a fazer-se sentir na zona da casa em que isso ocorrer. E ninguém gosta de sentir cheiro a urina!
Como fazer, para limpar eficazmente?
1) Absorva a urina
Coloque toalhas de papel, ou qualquer outro material absorvente, sobre a urina de modo a absorver o máximo possível. Fazer pressão sobre o local em que está a urina, quando fôr numa carpete, irá fazer com que mais líquido seja absorvido pela toalha ou papel absorvente ali colocado.
2) Dilua
Despeje água sobre a área atingida e, utilizando mais papel absorvente, repita o processo anterior. Repita o processo até que o líquido que aparece nas toalhas deixe de ser amarelado.
“O cheiro a urina dos nossos patudos, pode arruinar a mais bonita das casas. O que torna especialmente difícil lidar com esse cheiro a urina é que no espaço de poucas semanas, o insuspeito tutor torna-se completamente insensível ao cheiro, nem sequer se apercebendo de quão desagradável pode ser para os amigos e familiares que o visitam”
3) Utilize um (bom) produto de limpeza
Escolha na sua despensa um bom produto de limpeza, apropriado para a superfície que pretende limpar. Siga as instruções que acompanham o produto. Normalmente deverá deixar atuar o produto durante um bocado. Nós recomendamos a utilização de um produto que seja especificamente destinado a limpar as malandrices dos patudos. Estes produtos normalmente são criados especificamente para eliminarem as manchas e o cheiro a urina dos patudos.
Caso não queira comprar um produto específico para este fim, também pode fazer o seu próprio produto de limpeza natural em casa. Em seguida tem uma receita simples que pode utilizar:
- Misture uma parte de peróxido de hidrogénio, vulgo água oxigenada, com duas partes de água. Despeje a mistura sobre o local e deixe atuar durante cinco a dez minutos, antes de limpar completamente a área com papel absorvente.
- Em seguida, ensope completamente a zona atingida com vinagre branco não diluído. Deixe atuar durante alguns minutos antes de absorver e limpar tudo até que fique seco.
Nota: Esta solução natural também funciona para limpar a zona em que ocorram acidentes provocados por defecação.

4) Espalhe Bicarbonato de Sódio
Para se livrar de qualquer odor remanescente, cubra a zona atingida com bicarbonato de sódio. O bicarbonato de sódio é um absorvente de odores. Deixe o bicarbonato de sódio atuar durante algumas horas. Seguidamente aspire o local.
Limpar manchas antigas
Claro que o ideal é limpar o local imediatamente após o “acidente” do seu patudo. No entanto, tal nem sempre é possível. Nesses casos, para remover manchas mais antigas, faça o seguinte:
Siga as indicações dadas anteriormente. No entanto, como as manchas já estão há algum tempo no local, poderá ter que repetir o processo várias vezes até que consiga remover a mancha e o odor.
Também é recomendável utilizar um bom aspirador e um bom produto de limpeza de carpetes, especificamente destinado a limpar “acidentes” dos patudos.
Boas Limpezas!
Se por acaso utiliza um ou vários métodos diferentes dos descritos, gostaríamos de saber quais são.
- Partilhe na página do Facebook da PetDoctors o seu método para lidar com estes “acidentes”.
Tem dúvidas? Visite-nos, ou ligue-nos para o 21 581 34 18 ou 91 273 84 13.
7 Razões Porque o Seu Cão Faz Xixi em Casa

Uma das situações mais frustrantes para os tutores é encontrar uma surpresa, na forma de uma poça de xixi, deixada pelo patudo no chão de casa. Mas é um facto da vida que, em dado momento, o seu adorado patudo irá urinar em casa. Até o mais bem treinado dos patudos pode ter um acidente (ou fazê-lo de propósito). Leia em seguida quais são sete das razões mais comuns pelas quais o seu cão pode fazer xixi em casa e o que pode fazer para o evitar.
1. Xixi por excitação
Vamos começar pela excitação, porque apesar de muitos cães ultrapassarem este tipo de conduta quando deixam de ser cachorrinhos, a verdade é que muitos nunca conseguem abandonar este comportamento. Há muitos patudos que, mal ouvem as chaves a girar na porta de casa, ficam imediatamente excitados. Quando vêem o tutor começam com a pequena dança, a abanarem-se de felicidade e excitação. E, a seguir, lá vem uma poça de urina! No entanto, é possível arranjar um “antídoto” que em muitos casos, pode passar por, após entrarmos em casa, nos dirigirmos ao patudo num tom de voz neutro, ou evitando mesmo falar para ele nos momentos iniciais. Seguidamente, é levar o patudo de imediato à rua para que ele se possa “aliviar”. Na rua, após ter feito as suas necessidades devemos então começar a dar-lhe mimos, louvando-o e dando-lhe, por exemplo, um biscoito!
2. Quando ainda não estão treinados
Durante o período de treino do cachorrinho, pode certamente esperar que aconteça um acidente… ou dois… ou três … ou quatro. Quando adota um novo pequeno patudo ele ainda não tem controlo sobre a bexiga, não sabe como comunicar-lhe a necessidade urgente de urinar, e não tem sequer a mínima ideia de que é necessário “ir lá fora” para se aliviar. Por esse(s) motivo(s), cabe ao tutor perceber e saber ler os sinais de alerta indicadores e começar a desenvolver um horário/sistema de comer e ir à rua.

3. Marcação Territorial
O seu cachorrinho gosta de levantar a peta e fazer um pouco de xixi aqui e ali? Se a sua resposta é positiva, significa que ele está a marcar território. Quando os cães o fazem na rua, normalmente nem damos grande importância ao facto.Mas quando o patudinho começa a “marcar” um sofá ou a perna de uma estimada mesa, começamos a ficar preocupados e ansiosos. No entanto, se bem que este seja um comportamento frustrante para nós, os nossos companheiros caninos apenas estão a reclamar algo como sendo deles. Estão a marcar o que consideram ser deles. Pode mesmo acontecer na casa de outras pessoas, se estivermos de visita e nosso patudo cheirar que alguém já “marcou” ali território antes deles. E é importante saber o seguinte: não são apenas machos que marcam território com urina. É verdade, as fêmeas também o fazem!
Como Acabar com o Comportamento de Marcação
- A maior percentagem de “marcadores com urina” são machos e fêmeas inteiros. A esterilização e castração logo que seja possível, podem evitar este problema – ou, no mínimo, fazer decrescer a respetiva frequência.
- Se o seu patudo já fez marcações em casa, deve limpar e desinfetar profundamente o local, de forma a que nada fique, nem o mais pequeno odor, que ele possa cheirar. Clique aqui para um rápido guia passo-a-passo sobre como limpar eficazmente a urina do seu patudo.
- Enquanto está a tentar que o seu patudo abandone este hábito deve mantê-lo sempre sob controle e à sua vista. Caso não consiga estar a observá-lo permanentemente deve confinamentos-lo num espaço delimitado de onde ele não se possa deslocar para outras áreas da sua casa. Uma pequena cerca, por exemplo, poderá resultar dependendo da dimensão do patudo.
- Caso em sua casa haja vários patudos, deve mantê-los sincronizados ao fazerem as respetivas necessidades, de forma a que não se sintam ameaçados uns pelos outros, nem entrem em competição entre eles.
4. Incontinência
Subitamente, o seu patudo, apesar de já ter sido educado, deixa de conseguir conter-se? Se o seu cão subitamente começar a urinar por toda a casa ou mesmo urinar na sua cama, isso pode significar está incontinente o que requer uma visita ao seu veterinário. O seu patudo terá que ser submetido a uma avaliação médica, com vista a determinar qual a causa do problema. O tratamento irá depender das causas daquela conduta.
5. Questões Médicas
Como foi referido anteriormente, caso o seu patudo já anteriormente treinado, começar a urinar em casa, uma visita à sua clínica veterinária, deve ser agendada o mais rapidamente possível. O seu médico-veterinário irá realizar os testes necessários com vista a determinar se o seu patudo tem, por exemplo, uma infeção urinária, problemas nos rins, ou qualquer outro problema médico. De qualquer forma, qualquer alteração no seu patudo, quer seja em termos de comportamento, quer seja em termos de saúde, justifica sempre uma visita ao seu médico-veterinário.
6. Stress
Situações de stress podem conduzir a ansiedade. Algo tão simples como sair subitamente de casa, para ir ao supermercado buscar qualquer coisa que necessitamos, deixando o nosso patudo em casa, pode causar ansiedade devido à separaçãosúbita e não rotineira, em alguns cães. Alterações no estilo de vida, tal como uma mudança de casa, adotar um novo patudo, o nascimento de um bébé, ou deixar o seu patudo em casa fora da rotina, são algumas das coisas que podem levar ao aparecimento de stress e ansiedade. Qualquer uma destas situações podem levar o seu patudo a, subitamente, começar a urinar (ou mesmo defecar) em casa.

7. Mudanças na Rotina do seu Patudo
Os cães adoram rotinas e consistência no seu dia-a-dia. Mas a questão é exatamente essa: uma rotina diária só resulta se nós a mantivermos! Se o seu sempre bem comportado e treinado patudo, de repente começa a urinar em casa, pode suceder que seja porque a rotina não foi seguida e ele, simplesmente, não consiga aguentar mais. Pense:
- Está mais tempo no trabalho, deixando o seu patudo em casa mais tempo que o habitual?
- Alterou o seu horário de alimentação?
- Diminuiu o tempo de passeio porque passou a ter uma agenda mais complicada, quer em termos sociais, quer laborais?
Finalmente
Se o seu patudo começou a fazer xixi em casa, reflita um pouco e tente entender porquê. Logo que entenda, poderá começar a trabalhar numa solução. Não se enerve, nem grite com o seu patudo – isso só tornará as coisas piores. Se vier a descobrir que o seu patudo tem um problema de saúde que não pode ser tratado, pode sempre recorrer por exemplo, a fraldas para cães. Elas encontram-se disponíveis num grande número de lojas com artigos para animais e, em último análise, caso tenha algum jeito, podem ser feitas por si próprio.
Se tiver dúvidas ou pretender mais esclarecimentos, marque uma visita à nossa Clínica Veterinária PetDoctors, na Rua Abílio Mendes, 24 A, 1500-473 Lisboa, junto ao Hospital dos Lusíadas em Benfica.
O que fazer se o seu cão fôr picado por uma abelha
As picadas acontecem
Os cães são criaturas curiosas por natureza que gostam de explorar o mundo à sua volta usando o nariz e as patas. Por esse motivo, caso encontrem uma abelha ou uma vespa a voar, possivelmente irão querer saber o que é aquela coisa. Uma vez que as abelhas vêem os cães como uma ameaça, passam a modo de ataque e picam. As áreas mais comuns para um cão ser picado, são a área facial, boca ou patas.
Sintomas
Tipicamente, quando uma abelha pica, o ferrão, ao qual está agarrado o saco com o veneno, aloja-se no seu alvo separando-se do corpo da abelha e conduzindo-a à sua morte (o que certamente será considerado como karma, pelo seu cão)!
Tal como sucede connosco, se o seu cão fôr picado por uma abelha pode apresentar os seguintes sinais:
- Fraqueza
- Dôr
- Comichão/Ardor/Agitação
- Vermelhidão
- Inchaço
- Dificuldade respiratória
- Choque anafilático (que pode ser fatal)
Como tutor, deve imediatamente verificar se existem sinais de alergia ou dificuldades respiratórias. Uma pequena comichão e sensação de ardor, com um pequeno inchaço, são sinais de reação aceitáveis. No entanto, caso o seu cão exiba sinais de dôr intensa, com grande inchaço a alastrar da zona em que foi picado, assim como dificuldade respiratória, então estará a ter uma forte e perigosa reação à picada.
Independentemente do grau de severidade da picada, deve telefonar de imediato ao seu veterinário e levar o seu cão para observação a uma clínica veterinária. Em alguns patudos, a simples remoção do ferrão, seguida da aplicação de uma compressa fria traz bons resultados. Outros poderão necessitar de medicação específica.

O que fazer se o seu cão fôr picado por uma abelha
1) Mantenha-se calmo
O seu cão consegue sentir o seu nervosismo e pânico, portanto tente manter-se o mais calmo possível. O seu cão já está suficientemente nervoso sem precisar que o stress ainda mais. Eu sei, – é mais fácil falar que fazer!
2) Telefone ao seu Veterinário
Fale imediatamente com a sua clínica veterinária, informando o médico-veterinário que o seu cão foi picado por uma abelha, descreva os sintomas e informe-os que vai a caminho para uma consulta.
3) Procure o ferrão
Quanto mais tempo o ferrão ficar alojado na pele do seu patudo, mais veneno estará a entrar no seu corpo. Tente localizar o ferrão e remova-o, por exemplo, com as unhas ou com recurso a uma pinça (neste caso, tendo cuidado extra para não espalhar ainda mais veneno)

4) Tente aliviar a dor e o inchaço
Enquanto vai a caminho da clínica veterinária, a aplicação de gelo embrulhado num pano pode ajudar a conter o inchaço.
5) Medicação
O seu médico-veterinário saberá o que fazer para aliviar a dor e o inchaço no seu patudo, assim como para combater um eventual choque anafilático. Nunca dê medicamentos ao seu patudo sem consultar um médico-veterinário.
6) Observe o seu patudo com atenção
Mesmo que o seu cão não mostre qualquer reação imediata a uma picadela isso não significa que não possa vir a desenvolver uma. Um choque anafilático pode ocorrer até 24 horas após a picada e por esse motivo é importante manter o seu patudo sob observação cuidada. Mesmo após a visita ao seu médico-veterinário deverá estar vigilante, conforme certamente lhe será recomendado, até que o seu patudo se encontre completamente restabelecido.

Importante: Como fazer reanimação cardio-respiratória ao seu cão, em caso de necessidade
Esperamos que nunca venha a necessitar de efetuar manobras de reanimação cardio-respiratória ao seu patudo.
No entanto, julgamos que é importante saber o que fazer em caso de emergência e até ao momento em que haja um veterinário para cuidar do seu cão.
Se já souber como realizar reanimação cardio-respiratória num ser humano, então muitos dos passos descritos a seguir ser-lhe-ão familiares.
A reanimação cardio-respiratória, tanto para seres humanos como para cães, envolve compressões do tórax com uma mão sobre a outra, enquanto se pressiona o peito.
No entanto, para os nossos quatro patas, existem algumas pequenas diferenças no modo como se efetua a manobra. Na realidade, se realizada com a mesma força que para um ser humano, a manobra poderia ser mais prejudicial do que benéfica.
Por esse motivo, publicamos em seguida um guia infográfico, passo-a-passo, sobre como fazer reanimação cardio-respiratória ao seu cão (o guia é da autoria do Carrington’s veterinary technician program).
Sabe o que fazer se o seu cão se engasgar ou sufocar?
Sabe o que é a doença renal crónica felina?
Doença renal crónica felina
A Doença Renal Crónica Felina é uma doença progressiva e debilitante, sem uma cura definitiva, mas que atualmente pode ser controlada permitindo que o gato mantenha melhor qualidade de vida por mais tempo.
Para compreender melhor o que é esta patologia, há que entender antes de mais o que é e qual a função do órgão “rim”.
Qual é a função dos Rins?
De uma forma simples, tal como em todos os mamíferos, os rins são órgãos responsáveis por filtrar todo o sangue do organismo, removendo produtos tóxicos que resultam do metabolismo, eliminando-os do organismo através da urina. Esta é a principal função dos rins. No entanto, para além disto, os rins são de extrema importância na manutenção do equilíbrio electrolítico e hídrico do animal, e têm um papel fundamental na produção de algumas hormonas importantes para o normal funcionamento do organismo, como por exemplo a produção de glóbulos vermelhos e o metabolismo do cálcio.
Termos um animal com Doença Renal Crónica Felina, significa que os seus rins perderam a capacidade de realizar a sua normal função de uma forma permanente e irreversível. É uma doença de progressão mais ou menos lenta. Com o evoluir da mesma, os rins vão perdendo a normal estrutura funcional que os constitui. A sua forma vai-se alterando e o tecido que os constitui também, deixando de existir estrutura normal e capaz de realizar o “trabalho” que é característico deste órgão.
Qual é a causa da Doença Renal Crónica Felina?
Na grande maioria dos casos de Doença Renal Crónica, é impossível determinar qual a causa que levou ao desenvolvimento da patologia.
Algumas raças têm alguma predisposição para esta patologia devido a problemas congénitos ou doenças renais familiares (por exemplo Abissínio, Persa).
Outras causas prováveis de Doença Renal Crónica são:
* exposição a substâncias tóxicas para os rins (alguns medicamentos, produtos químicos)
* Tumores
* Doenças inflamatórias/imunomediadas e/ou infeciosas
* Amiloidose
Doença renal crónica felina
Quais os sintomas da Doença Renal Crónica felina?
A Doença Renal Crónica é uma patologia que afeta os rins, mas que se se reflete sistemicamente, afetado todo o corpo.
Numa fase inicial ocorrem algumas respostas do organismo para tentar compensar a perda de função deste órgão. Nessa altura surgem os primeiros sintomas. No caso específico dos gatos, muitas vezes, durante um longo período de tempo (meses ou até anos), os sintomas são muito subtis e de difícil valorização pelos tutores, o que faz com que, infelizmente, muitos só sejam diagnosticados em estádios já avançados de Doença Renal Crónica.
Desta forma, é imprescindível conhecer os sintomas mais frequentes de Doença Renal Crónica, para poder saber o que acontece.
Mas, afinal quais são os sintomas que um gato com Doença Renal Crónica felina pode apresentar e que devem alertar um tutor?
Os sintomas podem ser vários, ao observar estes ou alguns destes comportamentos, deve sempre procurar o seu Médico Veterinário assistente:
* beber muita água (polidipsia) e aumento do volume diário de urina (poliúria) – este é um dos sintomas mais usuais e descrito pelos donos.
* Perda de apetite (alguns animais apresentam quadros, em que comem menos, de uma forma esporádica, pelo que este aspeto é desvalorizado por muitos proprietários, sendo apenas indicado como significativo e preocupante quando o animal deixa de comer por completo)
* Perda de condição corporal (a perda de peso na maioria dos casos é lenta e o dono, na maioria dos casos, não consegue ter uma perceção deste sintoma logo no início da patologia)
* Vómitos
* Mau hálito (halitose)
* Úlceras na cavidade oral
* Animais dormem mais que o normal
* Deixam de se lavar
* Pêlo com aspeto baço e frágil
* Fraqueza generalizada
* Desidratação
* Anemia
* Hipertensão arterial
* Alteração da forma e tamanho dos rins
* Perda de proteína na urina (proteinúria)
* Acidose metabólica
Muitos destes sintomas podem ser detetados pelos donos, outros apenas através de meios de diagnóstico clínico. Há animais que apresentam todos estes sintomas e outros apenas alguns.
Muitas destas alterações não são exclusivas de Doença Renal Crónica, podendo surgir em outros quadros clínicos e outras patologias. O Médico Veterinário deve ser sempre informado de qualquer alteração que seja detetada e será ele o mais indicado para efetuar o diagnóstico correto.
(Artigo reproduzido do site da Boehringer Ingelheim Portugal)



